Contra o dia burocrático e o modo funcionário de viver

6.1.08

Presentes de Reis, ao som das Janeiras

Luís Filipe Menezes: «A Brincadeira», de Milan Kundera ou «Responsabilidade e Juízo», de Hannah Arendt

Paulo Portas: Caixa completa da série de culto «24»

Jerónimo de Sousa: «Portugal, Um retrato social», Banda sonora, de Rodrigo Leão

Francisco Louçã: «18 Canções de Amor e Mais uma de Ressentido Protesto», de Fausto

Paula Teixeira da Cruz: «Mensagem», de Fernando Pessoa, ou «Aconteceu no Oeste», de Sergio Leone

António Costa: «Walpaper City Guide» de Lisboa, porque esta cidade vale a pena, ou «Concerto em Lisboa», de Mariza

Sérgio Sousa Pinto: «Volver», Banda Sonora do filme de Almodovar

Alberto Martins: «O Poder das Mulheres», de Fara Warner, ou não fosse Alberto Martins o líder parlamentar da bancada com maior representação feminina

Miguel Sousa Tavares: «Ir Pró Maneta», de Vasco Pulido Valente

Vasco Pulido Valente: Colecção integral da revista «Grande Reportagem»

Ao meu Benfica: «Como tornar o Benfica campeão», de José Veiga, para ver se é em 2008....

5.1.08

2008

ANO NOVO ano novo Ano Novo aNo NOVo ano novo ANO NOVO ANO NOVO ano novo Ano Novo aNo NOVo ano novo ANO NOVO ANO NOVO ano novo Ano Novo aNo NOVo ano novo ANO NOVO ANO NOVO ano novo Ano Novo aNo NOVo ano novo ANO NOVO ANO NOVO ano novo Ano Novo aNo NOVo ano novo ANO NOVO ANO NOVO ano novo Ano Novo aNo NOVo ano novo ANO NOVO ANO NOVO ano novo Ano Novo aNo NOVo ano novo ANO NOVO ANO NOVO ano novo Ano Novo aNo NOVo ano novo ANO NOVO ANO NOVO ano novo Ano Novo aNo NOVo ano novo ANO NOVO ANO NOVO ano novo Ano Novo aNo NOVo ano novo ANO NOVO ANO NOVO ano novo Ano Novo aNo NOVo ano novo ANO NOVO ANO NOVO ano novo Ano Novo aNo NOVo ano novo ANO NOVO ANO NOVO ano novo Ano Novo aNo NOVo ano novo ANO NOVO ANO NOVO ano novo Ano Novo aNo NOVo ano novo ANO NOVO ANO NOVO ano novo Ano Novo aNo NOVo ano novo ANO NOVO ANO NOVO ano novo Ano Novo aNo NOVo ano novo ANO NOVO ANO NOVO ano novo Ano Novo aNo NOVo ano novo ANO NOVO ANO NOVO ano novo Ano Novo aNo NOVo ano novo ANO NOVO ANO NOVO ano novo Ano Novo aNo NOVo ano novo ANO NOVO


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21.11.07

Portugal, Portugal

Ontem assisti ao concerto do Jorge Palma, no Coliseu. Foi-se o mito do Palma abstémio, mas ficou um concerto memorável. O pobre estava afónico, e parece que teve de recorrer a métodos clínicos extremos para ganhar voz. A sala tinha uma iluminação parecida à de um campo de futebol. Não nos sentimos íntimos do cantor, mas sentimo-nos privilegiados – pelo menos nós os quatro, que fomos juntos. O ar de felicidade infantil contemplativo do Coliseu cheiinho, o olhar de pai babado a admirar o filho mais velho na perseguição das passadas paternas, a «Estrela do Mar», o «Bairro do Amor», o «Ai Portugal», o «Encosta-te a mim», a «Casa do Capitão» e etc., e etc., fizeram da noite de dia 20 de Novembro memorável. E tu, claro.

16.11.07

Kontrastes 3.0



Hoje fui «convidada» para um cappuccino com o João Ferreira Dias, do Kontrastes 3.0.

Novidade, novidades

Visita recomenda-se:
http://pedroroloduarte.blogs.sapo.pt

12.11.07

Mind the gap

Às vezes, no melhor dos cenários, que parece encenado para dar espaço a um dia feliz, somos surpreendidos pelo vazio que chega não anunciado, pelo desaparecimento de pessoas importantes nas nossas vidas. E por melhor que corra aquele dia, a felicidade da encenação e da cenografia, pára tudo. Seja em que sítio for, seja como for, e num microsegundo todos os pensamentos, momentos, sentimentos, perdem-se da gravidade e perseguem velozmente a luz, sem norte, sem regra, e a ausência de sentido toma conta de nós. Os músculos perdem a reacção e o guião não contemplava aquele telefonema.


Este sábado, na distância do enredo que naquele momento vivia, recebi um desses telefonemas. O Armando Rafael morreu. Fiquei sem chão, ou terá sido mesmo o chão que ganhou a guerra dos passos e fez de mim cativa? Não se morre sem prelúdio, não se morre aos 45 anos, não se morre assim. Não se morre.


Conheço – aqui reside uma das mais prolongadas dificuldades: a adaptação do tempo verbal ao novo real – o Armando desde os 16 ou 17 anos. Há, havia, cerca de 13. Vi-o sempre da mesma forma, no mesmo registo temperamental, numa acalmia agitada mas serena. Li-o sempre com esse registo prévio de amizade. Aprendi sempre mais alguma coisa sobre um qualquer assunto de uma das nossas conversas, em presença ou num telefonema que deixava uma vez mais adiado um almoço que, de há dois anos a esta parte, não aconteceu.


E foi precisamente num outro telefonema que soube. E não quis saber. Não quero saber. Diz bem a letra da «125 Azul» dos Trovante que «só Deus tem os que mais ama». Mas que espécie de consolo é que isso oferece a alguém? Não quero saber. Acho que aterro em Lisboa, os dias correm, e num deles vou encontrar o Armando nos Paços do Conselho, atarefado, a prometer-me – e eu a prometer-lhe – a combinação do almoço que ficou adiado sine die.

7.11.07

E onde é que "eles" estavam?


Título de abertura da secção de desporto do Público, de ontem: Camacho diz que o jogo de hoje em Glasgow é "para homens".

E Menezes continua a fazer de conta que não percebe?

O almoço entre o líder partidário e o líder parlamentar parece não ter aguçado a criatividade de Pedro Santana Lopes, já tão pouco - ou nada - visível no debate de ontem. Na discussão na generalidade, há um par de horas, a ideia forte de Santana Lopes limitou-se a esta «sugestão»:
Ficava bem a este Governo aceitar a sugestão de pedir ao Banco de Portugal que faça com este Orçamento de Estado para 2008 o mesmo exercício que fez em 2005.
Com muita pertinência e síntese, escrevia Octávio Ribeiro, no Correio da Manhã de ontem:
Pouco mais de dois anos e meio depois de sofrer a maior derrota eleitoral de sempre, como está o centro-direita em Portugal?
A julgar pela imagem que hoje teremos do Parlamento, afinal o Governo mais errático de que há memória nas décadas de democracia consolidada não passou de um pesadelo. Santana Lopes nunca foi primeiro-ministro? Paulo Portas jamais se prestou ao papel do parceiro de coligação com pose de Estado?
E, de repente, breves 31 meses depois, ali estão, no hemiciclo, Santana Lopes e Paulo Portas, líderes parlamentar e partidário, respectivamente. Este inverosímil facto é um desastre para o centro-direita e para quaisquer aspirações à reconquista do poder a um José Sócrates, socialista mas pouco.
Não é possível, por mais corrosiva que seja a voragem dos dias nos mecanismos da memória, que os cidadãos não reajam no mínimo com um sorriso a esta incapacidade de renovação na área política que reivindica como sua a capacidade reformista (…).

5.11.07

E Menezes faz de conta que não percebe?

Pois, vai fazendo. Nada a fazer, aliás. Este inédito regresso ao passado, reeditando-se a bicéfala direita de Santana Lopes e Paulo Portas, a novidade bicéfala na liderança do PSD, os ajustes (de contas) de PSL... uma apocalíptica viagem na máquina do tempo. Quase tão apocalíptica como o Sol colocar Santana Lopes solitariamente à sombra:

Não bastavam os inéditos saneamentos de barrosistas nas comissões parlamentares e as dívidas, pagamentos indevidos e multidões de assessores que deixou atrás de si na sua passagem pela Câmara de Lisboa. Agora, para vincar que não é apenas um «n.º 2», até tratou de se fazer substituir nas reuniões da direcção do PSD por... Pedro Pinto! Um precedente insólito. E Menezes faz de conta que não percebe?

Sol, 2007.11.03

5 Dias

Qu’est-ce que c’est que cette question?

Kitsch e pontapés na História




Escreve Eurico de Barros, no DN de ontem, sobre uma estória sem história ou História: O segundo filme da trilogia de Shekhar Kapur sobre a figura e o reinado de Isabel I, interpretada por Cate Blanchett, agrava seriamente o caso do original, Elizabeth (1998). Kapur filma a era isabelina como se estivesse a cruzar um filme de Bollywood com um derivado de O Senhor dos Anéis, carrega no Kitsch e dá mais pontapés na História do que os avançados do Benfica na bola no decorrer de um jogo.
Valha-nos a Cate Blanchett e o Rui Costa.

25.10.07

Georeferenciação


Hoje é apresentado «Rio das Flores», romance histórico de Miguel Sousa Tavares. A leitura das 640 páginas da nova obra do jornalista, permitirá perceber que países é que MST «conhece», por estes dias. Numa espécie de prelúdio ao lançamento, MST dedicou uma parte da sua coluna no Expresso a antecipar a crítica de Vasco Pulido Valente. Haverá melhor promoção para o novel escrito do que a troca de galhardetes que se seguiu?
A prova de que Sousa Tavares é já um escritor, encontro-a na deliciosa ideia de que a VPV será actualmente desconhecido outro universo que não seja o limitado binómio dos «países» Oxford e Gambrinus. É criativo e mordaz. Mas injusto. Conteúdos à parte, a escrita mordaz é território por excelência – ou de excelência? – de Pulido Valente. MST tem, a dado momento, razão: VPV escreve maravilhosamente.
Mas Sousa Tavares também não anda mal: para além dos largos milhares de livros que vem vendendo – contribuindo amplamente para a literacia lusa, e para uma literacia com um certo patamar qualitativo –, é justo dizer que é, já há algum tempo, um escritor. Eu preferia-o jornalista, mordaz director da finada Grande Reportagem, por exemplo. E assiste-me uma curiosidade: se em tempos idos, MST terá dito que exerceria o Direito enquanto o jornalismo não lhe desse a compensação financeira suficiente para abandonar o universo jurídico, qual foi o mote para deixar o «país do jornalismo» pela escrita literária? Este destino, de férias ou para fixação de residência permanente, não foi mal escolhido.

24.10.07

A Carta...

... no 5 Dias, directo.

Os Beatles da Reboleira



Ontem comemorou-se o lançamento do livro «As lendas do Quarteto 1111», do jornalista António Pires, com um pequeno concerto dos próprios no Musicbox. Apercebi-me de que gosto do José Cid. E já há muitos anos, desde a infância. E que, afinal, não é piroso, pimba, cultural e intelectualmente impronunciável, esta afirmação.
«A lenda de El-Rei D. Sebastião» faz parte das minhas memórias infanto-sonoras – não sei bem porquê, afinal a música é de 1967 e recordo-em que a ouvia essencialmente na televisão. Mas sempre achei que o José Cid era a síncrise do bom cantor. E as suas músicas antítese da boa música.
Há uns tempos descobri que vivemos uma época de revisitação musical, de reencontro de fenómenos que dizemos kitsch, porque de facto a vida é uma permanente reciclagem e já Lavoisier dizia que «nada se cria, tudo se transforma, nada se perde». A matéria conserva-se. E, nestes tempos de recontros, gostar de José Cid não fica mal. Nem cantarolar os acordes medievos d’«A Lenda Del-Rei D. Sebastião».
Acontece que em 1967, Portugal apenas conhecia (um) pouco do que se criava lá fora, e o nacional cançonetismo lustiano, com as Madalenas Iglésias, marcava a pauta. Sucede que em 1971, o Quarteto 1111 foi tocar a «Ode to the Beatles» em Vilar de Moura; em 72 componham música de intervenção; em 2005 a editora World Psychedelia colocava no escaparate uma edição coreana de 15 temas do Quarteto (músicas de 1967 a 1972); e em 2007 eles estão muito bem, obrigado, a «reeditar» a tal música que cantarolo desde muito miúda e de cujos acordes ocasionalmente me recordo, desta feita em versão acústica, com o teclado de Cid mas muita guitarra e baixo à mistura.
Como dizia ontem, no Musicbox, o vocalista dos auto-intitulados «Beatles da Reboleira», isto que eles faziam na década de sessenta era muito diferente do que acontecia por cá: «sex, drugs and rock’n’roll: a primeira uma vez por semana, a segunda… e a terceira vejo os outros fazerem». A ler, no reencontro.

23.10.07

Não é nada uma «caça às bruxas», e o Halloween



O novo líder parlamentar do PSD retirou Arnaut e Relvas da presidência das Comissões Parlamentares de Negócios Estrangeiros e Obras Públicas, respectivamente. Numa bancada de santanistas e num partido menezista, não há lugar a barrosistas.
Sem unidade ou união no partido - opina Manuela Ferreira Leite -, «caça às bruxas», denuncia Matos Correia.
Mas não... é simplesmente a próximidade da noite de 31 de Outubro.

17.10.07

E logo, em Almaty?




Cristiano Ronaldo é peremptório: «Temos 90 minutos para ganhar».

15.10.07

Instantâneos digitais de Torres Vedras III: Quiz do Congresso Nacional

Quiz do Congresso Nacional: onde está o acordo institucional que Santana Lopes diz ter celebrado com Luís Filipe Menezes? O líder declarou que «ficaria muito feliz se me desse (PSL) esse acordo a ler». Ante a afirmação da possibilidade de atingir um estado de manifesta felicidade, os delegados apressaram-se a procurar por todos os cantos do multiusos de Torres Vedras. Até ao final do conclave, não houve notícia da aparição.

Instantâneos digitais de Torres Vedras II: o blogger-reporter

No DN de Domingo: Pela primeira vez num congresso do PSD, houve blogues acreditados para a cobertura. Rodrigo Moita de Deus, do 31 da Armada, acompanhou tudo a par e passo, com emissões em directo (com câmara de filmar) e de microfone na mão. O mesmo Rodrigo que há umas semanas esteve como orador na Universidade de Verão do PSD. O mesmo que em Pombal surgiu ao lado de António Borges. Rodrigo não perde um congresso (...).

Instantâneos digitais de Torres Vedras I: duas estrelas Michelin à receita da social-democracia de Menezes para a direcção nacional de sucesso

E o segredo é tão simples! Basta reunir na direcção nacional representativa de toda a história do partido, homenageando assim esse condimento essencial ao gourmet politico. A base é a fundação, e Luís Fontoura representa os idos tempos de Sá Carneiro. Junta-se Ângelo Correira, pelo governo de Francisco Pinto Balsemão. Uma colher bem cheia de cavaquismo – o antigo e o actual, com Arlindo de Carvalho, Couto dos Santos e Duarte Lima pelo antigamente e José Manuel Canavarro pela actualidade. Uma pitada de Barrosismo – Feliciano Barreiras Duarte –, outra de santanismo – Rui Gomes da Silva. Além dos condimentos regionais, para obter aquele gosto especial, é conveniente tirar da manga um militante «exótico». Zita Seabra, que já experimentara o Comité Central do PCP, serve o propósito. E depois de todo este esforço, a terceira estrela Michelin escapa ao afoito novel líder do PSD. A cereja no topo do bolo é o toque final. Que só Manuela Ferreira Leite, querendo, poderia representar. Mas não quis.

A ModaLisboa/Estoril, que na verdade acontece em Cascais, por dois pares de olhos distintos

Durante os dias em que a Moda Lisboa decorre, há larica, mas champanhe – o que é bom, porque «bate» mais depressa (...) Esta malta vive três ou quatro dias de deslumbramento e depois volta para casa já sem saber se está mal da ressaca ou do vazio de tanto irreal social. Há os que querendo parecer realmente importantes se sentam nas filas dianteiras da passerelle e depois, atónitos perante o reparo da relações-públicas perguntam: «Mas você sabe quem sou?» Às vezes não se sabe, outras vezes sabe-se mas a criatura não é suficientemente conhecida para estar ali...

Inês Meneses
Notícias Magazine, 14.10.2007


Benedetta Barzini é uma maquina, substantivo singular feminino, serena, de fazer perguntas. Uma máquina-modelo italiana, professora de Sociologia e Cultura da Moda na Faculdade de Arquitectura de Milão e que falou sexta-feira na Faculdade de Arquitectura de Lisboa sobre roupa, sociedade e moda. Falou e depois foi assistir aos desfiles da ModaLisboa em Cascais (...) Na Cidadela de Cascais, durante a ModaLisboa, Benedetta Barzini desliza por entre a multidão, descontraída, desassombrada (...) Como se o ar colectivo já não estivesse carregado de preocupações, quer lançar nele mais perguntas. “As roupas nunca mentem sobre a sociedade em que estamos”. “Por que é que devo ser escrava de uma marca, porque devo contar ser respeitada por usar um fato Armani? Penso que um fato Armani deve estar ao meu serviço e não o contrário”.
Joana Amaral Cardoso
P2, 14.10.2007

9.10.07

As setas mágicas

Na edição de hoje, o Jornal de Negócios coloca António Costa com uma seta para baixo, em virtude das conclusões do estudo da consultora imobiliária Cushman & Wakefield, que o JN publica, revelarem que Lisboa é uma cidade com escassos motivos de atracção.
Ora, é de uma tremenda injustiça colocar o Presidente da Câmara Municipal de Lisboa em sentido descendente no «Elevador» do JN, quando se coloca nesse sentido alguém que tomou posse em 1 de Agosto – já lá vão... dois meses e nove dias?
Não é novidade alguma que eu apoiei a candidatura de António Costa, e continuo a apoiar, agora a sua presidência. Sendo também verdade que o próprio JN remata o comentário que acompanha a mágica seta com a afirmação: «Seria injusto responsabilizar o actual presidente da Câmara pela imagem modesta da cidade, mas fica o registo de problemas a ultrapassar para colocar Lisboa no mapa dos negócios».
Injusto, injusto, mas a seta está lá. E como «quem não se sente, não é filho de boa gente», fica o arejo.

8.10.07

Gémeos II


Não, não é a sequela do filme do início dos anos noventa, com a improvável dupla de gémeos Danny DeVito/ Arnold Schwarzenegger. É tão-somente a reedição do governo ultra-conservador dos gémeos Kaczynski, nas legislativas antecipadas na Polónia, como notícia a Lusa. E começa a semana com este panorama na cena internacional… Não há Tratado que resista ou exista…


(Cartoon de Rainer Hachfeld)


Polónia/Eleições
Sondagens dão vitória aos gémeos Kaczynski a 13 dias das legislativas antecipadas
2007-10-08, 12h41
Varsóvia, 08 Out (Lusa) - O partido Lei e Justiça (PiS) dos gémeos Kaczynski ganhará as eleições legislativas de 21 de Outubro na Polónia, ao obter mais cinco pontos percentuais que os liberais da Plataforma Cívica, indicam hoje as últimas sondagens.
A apenas 13 dias da realização das eleições antecipadas na Polónia, tudo indica que os ultra-conservadores, liderados pelo Presidente Lech Kaczynski e pelo primeiro-ministro Jaroslaw Kaczynski, repetirão a vitória e voltarão a governar, de acordo com a última sondagem, hoje publicada pelo instituto PBS-DGA.
Segundo esta sondagem, o partido Lei e Justiça obterá 37 por cento dos votos, enquanto o rival directo, o Plataforma Cívica não deverá ultrapassar 32 por cento, ou seja, menos cinco pontos percentuais.
Esta sondagem é a que até agora dá maior vantagem ao partido dos irmãos Kaczynski, que nas sondagens das últimas semanas aparecia praticamente empatado com os liberais.
A sondagem indica que o terceiro partido mais votado nas legislativas será a formação do ex-presidente Aleksander Kwasniewski, Esquerda e Democracia, que obterá 16 por cento dos votos, convertendo-se na força política decisiva para fechar acordos pós-eleitorais, já que não se prevê que qualquer partido obtenha a maioria absoluta.
O partido ultra-católico Liga das Famílias Polacas (LPR) deverá, de acordo com esta sondagem, ficar fora do Parlamento, ao obter apenas três por cento votos, percentagem aquém do mínimo, de cinco pontos percentuais, necessários para aceder, refere a sondagem.
Por outro lado, a sondagem refere ainda que o Partido Camponês e os radicais populistas do Autodefesa deverão conseguir obter cinco por cento dos votos cada um.

2.10.07

Preocupações cromáticas


Recebi este e-mail, do Terra do Sol, e não resisti a publicá-lo! Aqui vai:

«ALERTA LARANJA!

De acordo com a previsão do Instituto de Meteorologia, o território de Portugal Continental está a sofrer a influência da passagem de uma superfície frontal que irá provocar episódios de forte instabilidade nos distritos de Setúbal, Évora, Beja e Faro...»