Hoje reencontrei-me com um amigo que estimo muitíssimo. Que interpretou bem este rosto novo e o regresso ao linha.de.conta. Mas isso não é novidade, porque este meu grande amigo é um excelente leitor de almas. Um excelente leitor e interprete.
Fez-me sentir bem. Já se dizia secularmente que poucas coisas são melhor no mundo do que os amigos. E aqui, também não há novidade alguma.
Contra o dia burocrático e o modo funcionário de viver
5.6.08
3.6.08
Linhas seleccionadas
(... uma aventurosa descoberta de linhas escritas por bloggers que escrevem em letra de livro. Sobre a vida, o amor, o futebol, a política, sobre uma coisa qualquer...)
«Cada morte é igual, cada morte é única
na sua monotonia.
Ontem vi-te. Hoje não.
Hei-de habituar-me ao café sem açúcar,
a beber licor.
Imitar-te a vida arrepiada de amor.»
João Villalobos
«As Mulheres Bonitas Não Viajam de Autocarro»
«Cada morte é igual, cada morte é única
na sua monotonia.
Ontem vi-te. Hoje não.
Hei-de habituar-me ao café sem açúcar,
a beber licor.
Imitar-te a vida arrepiada de amor.»
João Villalobos
«As Mulheres Bonitas Não Viajam de Autocarro»
30.5.08
Três perguntas a Luís Filipe Menezes ou o «Regresso ao Futuro IV»
Luís Filipe Menezes escreve hoje, no DN (leia aqui), um artigo de opinião saudoso e já nostálgico, duro e muito duro para os companheiros que extravasam a circunferência do seu núcleo duro (que entretanto já se desfez: o seu Secretário-Geral, Ribau Esteves, já deu à transparência o beijo de Judas). Será, talvez, caso para falar de um homem na sua mínima circunferência.
Mas face a afirmações tão acutilantes, não posso deixar de me interrogar e dedicar, ainda que no mero campo da possibilidade, três singelas questões a Luís Filipe Menezes:
1) Crente no panorama que descreveu como sendo o do PSD, acreditou realmente no seu poder de transformação do partido?
2) Mas se os quadros do partido eram (ou são) tal como os descreve, como é que foi possível aproveitá-los eficazmente - como também afirma ter feito?
3) Qual foi a ópera que concorreu em audiências com os «Doze Patifes» e suas coboiadas?
Mas face a afirmações tão acutilantes, não posso deixar de me interrogar e dedicar, ainda que no mero campo da possibilidade, três singelas questões a Luís Filipe Menezes:
1) Crente no panorama que descreveu como sendo o do PSD, acreditou realmente no seu poder de transformação do partido?
2) Mas se os quadros do partido eram (ou são) tal como os descreve, como é que foi possível aproveitá-los eficazmente - como também afirma ter feito?
3) Qual foi a ópera que concorreu em audiências com os «Doze Patifes» e suas coboiadas?
Zapping parlamentar

Pedro Santana Lopes, na primeira intervenção do PSD no debate parlamentar com o Primeiro-Ministro, afirmou que o início do mesmo – (ir)responsabilidade do Bloco de Esquerda – teria sido um combate de wrestling, programa de um qualquer canal desportivo. E sugeriu que se mudasse para um canal de realidade, talvez o National Geographic.
O Primeiro-Ministro, relembrando Santana Lopes que os dados relativos à situação social do país, que este invocou, foram retirados de um relatório relativo ao ano de 2004. Ou seja, nova mudança de canal, desta feita com José Sócrates a pegar no telecomando – para a RTP Memória.
Novas linhas a ter em conta
Nos derradeiros dias de 2007, quando finalmente cedi ao vício e dei corpo ao linha.de.conta, nasceu um blogue tradutor dos meus dias de então. Passou um ano e meio, o vício foi inconstante, mas a caneta e o teclado reclamam ávidos o reencontro com a escrita.
Os dias são outros, todavia. E a expressão gráfica da sua espuma é distinta, também.
Por isso, em espírito de absoluta partilha da escrita, imagens, sentidos e pequenos tudos e enormes nadas, volto à escrita rotinada, mas num linha.de.conta diferente. Mas simples, talvez. A vivência blogosférica será como a vida deve ser: ganhadora da descomplexidade ao quotidiano. Clean, céu azul limpo, vagamente povoado de núvens. Cinzentas às vezes. De algodão-doce quase sempre.
E à forma associa-se um conteúdo: coisas novas, porque a simplicidade conquistada ao tempo quer novidade. E muitos posts.
Até cada dia diferente.
Os dias são outros, todavia. E a expressão gráfica da sua espuma é distinta, também.
Por isso, em espírito de absoluta partilha da escrita, imagens, sentidos e pequenos tudos e enormes nadas, volto à escrita rotinada, mas num linha.de.conta diferente. Mas simples, talvez. A vivência blogosférica será como a vida deve ser: ganhadora da descomplexidade ao quotidiano. Clean, céu azul limpo, vagamente povoado de núvens. Cinzentas às vezes. De algodão-doce quase sempre.
E à forma associa-se um conteúdo: coisas novas, porque a simplicidade conquistada ao tempo quer novidade. E muitos posts.
Até cada dia diferente.
9.5.08
Sem chave para entrar...
«O Sabor do Amor», do Wong Kar-wai de «Disponível para Amar» e «Chungking Express», é menos bom do que os nomeados. Norah Jones faz uma infeliz incursão pelo cinema, ao lado de estrelas de constelações maiores como Natalie Portman ou Rachel Weiz – e depois há Jude Law e a sua colecção de chaves destinadas a abrir porta nenhuma…
Será que se ficarmos parados no mesmo sítio somos encontrados, como lhe sugeria a mãe de Jeremy? Ou quem/o que nos procura perde-se na busca, ou perdemos alguma coisa ou alguém no marasmo da pausa? Enquanto Elizabeth vai mudando de diminutivos e de Estados, somos apresentados às personagens e vícios respectivos: álcool, jogo. Solidão.
Em «O Sabor do Amor» as pessoas desencontram-se e comem tarte. E só no fim há um encontro. Ou, como diz entre lágrimas Sue Lynne, «bebíamos até recuperar o amor. Mas de manhã nunca fazia sentido». E, neste momento, o som da trovoada torna-se mais potente do que a belíssima banda sonora.
Uma coisa é certa: só na perdição parecemos encontrar alguma coisa. Moral desta história: esse achado é quase sempre tardio. A menos que tenhamos a presença de espírito de prescindir da chave.
Será que se ficarmos parados no mesmo sítio somos encontrados, como lhe sugeria a mãe de Jeremy? Ou quem/o que nos procura perde-se na busca, ou perdemos alguma coisa ou alguém no marasmo da pausa? Enquanto Elizabeth vai mudando de diminutivos e de Estados, somos apresentados às personagens e vícios respectivos: álcool, jogo. Solidão.
Em «O Sabor do Amor» as pessoas desencontram-se e comem tarte. E só no fim há um encontro. Ou, como diz entre lágrimas Sue Lynne, «bebíamos até recuperar o amor. Mas de manhã nunca fazia sentido». E, neste momento, o som da trovoada torna-se mais potente do que a belíssima banda sonora.
Uma coisa é certa: só na perdição parecemos encontrar alguma coisa. Moral desta história: esse achado é quase sempre tardio. A menos que tenhamos a presença de espírito de prescindir da chave.
7.4.08
O dia 6 de Abril londrino, ou como Bill Clinton e Al Gore são os paladinos da verdade climática

Participei este fim-de-semana na conferência anual da Policy Network - um think tank britânico que reúne o centro-esquerda «progressista» -, onde se debateram, entre outros tópicos, as alterações climáticas. Bill Clinton esteve presente no sábado - e é-lhe tão inata a capacidade de seduzir a plateia que rapidamente esqueço que é o marido de Hillary, e que lhe desejo insucesso na campanha em que, lado a lado com a candidata à nomeação democrata, tem empenhado esforços.
Como que para provar a correcção das suas palavras, o céu Londrino brindou-nos com sol e 16º na sexta-feira, chuviscos e frio no sábado e, no domingo em que a chama olímpica percorreu a cidade, Londres acordou assim...
28.3.08
Merce Cunningham, the choreographer, by Mikhail Baryshnikov, the Photographer


Baryshnikov, o genial bailarino que levou Carrie Bradshaw para Paris, expõe uma segunda mostra temática da sua fotografia, e a crítica sorri-lhe novamente.
A exposição Merce, My Way está patente na galeria nova-iorquina 401 Projects, e retrata os corpos arrastados dos bailarinos que dão corpo a coreografias de Merce Cunningham, o criador da minimal dance (um estilo de dança moderna experimental e de vanguarda, marcada pela abstracção, ausência de argumento e desligação integral a simbologias), e um dos maiores coreógrafos vivos.
Se a dança de Merce era impressionante quando a dançava e agora quando a coreografa, Baryshnikov faz suspirar a lente e o resultado é fantástico. Depois da primeira mostra, Mikhail Baryshnikov dança com a câmara e rende homenagem ao lema de vida de Merce Cunningham: «My work is – or at least what I attempt to do – is to take each person for what they are».
Resta-me invejar os nova-iorquinos e deixar o trailer da exposição, narrado Baryshnikov himself, aqui.
27.3.08
Da seta laranja ao azul virado de costas para o céu
Assinalando os seis meses de Menezismo no PSD (será que ainda devemos acrescentar «PPD«?), o DN faz a seguinte manchete: Seis meses, cinco crises e quatro ziguezagues.
Concordo, Francisco, crise e ziguezagues são o retrato destes seis meses. Tenho apenas uma pequena discordância de aritmética: a crise é um bloco só, e os ziguezagues vão além dos quatro...
Concordo, Francisco, crise e ziguezagues são o retrato destes seis meses. Tenho apenas uma pequena discordância de aritmética: a crise é um bloco só, e os ziguezagues vão além dos quatro...
O noivo, a noiva e o outro - um episódio parlamentar

Aconteceu ontem de manhã, na Assembleia da República, a audição do Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, pela Comissão de Orçamento e Finanças. Analisava-se o Relatório sobre o Combate à Fraude e Evasão Fiscal.
Interpelando o Secretário de Estado, Diogo Feio, dando corpo à actual postura contribuinte-friendly do CDS-PP, agitou a sala ao falar sobre a vetusta questão da obrigação de os noivos prestarem exaustivas informações sobre a sua boda, ao Fisco. Localizando o assunto numa «República da Bufaria», o CDS-PP acusou o Governo de promoção de conduta conjugal indevida - imorais, dir-se-á, à luz dos cristãos princípios que regem o PP: haverá aqui uma "ménage à trois tributária", entre marido, mulher e Fisco?, perguntou.
Paladino da defesa do contribuinte e dos valores tradicionais da família, o Deputado do PP terminou a reunião em partilha de leito parlamentar com o BE e o PCP. E que tipo de ménage à trois será esta?
7.3.08
...

É verdade que o fim-de-semana promete sol e magníficos dias de Março. Mas a voz falha-me, meio rouca do desalento de 90 minutos na Luz. Nem o Mantorras, nem o Rui Costa – que continua a ser a equipa quase toda – nem o esmorecimento do Nuno Gomes já o jogo ia terminado, nem o sol desta sexta-feira animam uma benfiquista que assistiu a um jogo meramente razoável, mas no qual o Benfica fugiu à apatia (que às vezes compensa… com o Nuremberga o futebol foi miseravelmente adormecedor, mas ganhamos...) e sofri desgraçadamente. E para quê, Srs. Jogadores?
6.3.08
O Maestro

Corre uma petição para que Rui Costa permaneça ao serviço do futebol – e do Glorioso Benfica, claro está – por mais uma época. A verdade é que o Maestro afina a orquestra em campo há 36 anos... Não sei se o convencemos, nem sei bem se quero contribuir para a persuasão. Mas cada vez que o Benfica joga sem Rui Costa, cada vez que ele entra e nos resolve a vida, cada vez que marca ou faz aqueles passes inimagináveis, espero que os dois meses que faltam se demorem.
É que a pedagogia musical deste Maestro benfiquista seria essencial para afinar a Direcção Desportiva. Ou a Presidência.
…Pensado bem, desde que a batuta não cesse...
A (à) volta II
Os meus co-bloggers do 5 Dias têm uma paciência desmesurada para aturar (ou será melhor dizer, tolerar?) a minha ausência.
A escrita, bloguística ou de outra natureza, reclama vontade e disposição. E quando publicitamos os nossos escritos, implica também vontade de ser lido. Lida, no caso, que estou cada vez mais alinhada com a doutrina para-ortodoxa da igualdade de géneros. Cá por coisas… Sucede que me tem faltado esta última vontade: a de partilhar com o olhar alheio, desconhecido e muitas vezes anónimo (relembro uma tipologia específica de anonimato, muitas vezes muito vil), o que penso, digo, reflicto, escrevo.
Mas a nostalgia chega e cá me apresento, de volta e à volta da escrita, dos dias e dos blogues.
P. S. 5 Dias: apresento-me ao serviço nos próximos dias. Esta declaração pública vale mais do que as minhas falhadas declarações de intenções…?
A escrita, bloguística ou de outra natureza, reclama vontade e disposição. E quando publicitamos os nossos escritos, implica também vontade de ser lido. Lida, no caso, que estou cada vez mais alinhada com a doutrina para-ortodoxa da igualdade de géneros. Cá por coisas… Sucede que me tem faltado esta última vontade: a de partilhar com o olhar alheio, desconhecido e muitas vezes anónimo (relembro uma tipologia específica de anonimato, muitas vezes muito vil), o que penso, digo, reflicto, escrevo.
Mas a nostalgia chega e cá me apresento, de volta e à volta da escrita, dos dias e dos blogues.
P. S. 5 Dias: apresento-me ao serviço nos próximos dias. Esta declaração pública vale mais do que as minhas falhadas declarações de intenções…?
6.1.08
Presentes de Reis, ao som das Janeiras
Luís Filipe Menezes: «A Brincadeira», de Milan Kundera ou «Responsabilidade e Juízo», de Hannah Arendt
Paulo Portas: Caixa completa da série de culto «24»
Jerónimo de Sousa: «Portugal, Um retrato social», Banda sonora, de Rodrigo Leão
Francisco Louçã: «18 Canções de Amor e Mais uma de Ressentido Protesto», de Fausto
Paula Teixeira da Cruz: «Mensagem», de Fernando Pessoa, ou «Aconteceu no Oeste», de Sergio Leone
António Costa: «Walpaper City Guide» de Lisboa, porque esta cidade vale a pena, ou «Concerto em Lisboa», de Mariza
Sérgio Sousa Pinto: «Volver», Banda Sonora do filme de Almodovar
Alberto Martins: «O Poder das Mulheres», de Fara Warner, ou não fosse Alberto Martins o líder parlamentar da bancada com maior representação feminina
Miguel Sousa Tavares: «Ir Pró Maneta», de Vasco Pulido Valente
Vasco Pulido Valente: Colecção integral da revista «Grande Reportagem»
Ao meu Benfica: «Como tornar o Benfica campeão», de José Veiga, para ver se é em 2008....
Paulo Portas: Caixa completa da série de culto «24»
Jerónimo de Sousa: «Portugal, Um retrato social», Banda sonora, de Rodrigo Leão
Francisco Louçã: «18 Canções de Amor e Mais uma de Ressentido Protesto», de Fausto
Paula Teixeira da Cruz: «Mensagem», de Fernando Pessoa, ou «Aconteceu no Oeste», de Sergio Leone
António Costa: «Walpaper City Guide» de Lisboa, porque esta cidade vale a pena, ou «Concerto em Lisboa», de Mariza
Sérgio Sousa Pinto: «Volver», Banda Sonora do filme de Almodovar
Alberto Martins: «O Poder das Mulheres», de Fara Warner, ou não fosse Alberto Martins o líder parlamentar da bancada com maior representação feminina
Miguel Sousa Tavares: «Ir Pró Maneta», de Vasco Pulido Valente
Vasco Pulido Valente: Colecção integral da revista «Grande Reportagem»
Ao meu Benfica: «Como tornar o Benfica campeão», de José Veiga, para ver se é em 2008....
5.1.08
2008
ANO NOVO ano novo Ano Novo aNo NOVo ano novo ANO NOVO ANO NOVO ano novo Ano Novo aNo NOVo ano novo ANO NOVO ANO NOVO ano novo Ano Novo aNo NOVo ano novo ANO NOVO ANO NOVO ano novo Ano Novo aNo NOVo ano novo ANO NOVO ANO NOVO ano novo Ano Novo aNo NOVo ano novo ANO NOVO ANO NOVO ano novo Ano Novo aNo NOVo ano novo ANO NOVO ANO NOVO ano novo Ano Novo aNo NOVo ano novo ANO NOVO ANO NOVO ano novo Ano Novo aNo NOVo ano novo ANO NOVO ANO NOVO ano novo Ano Novo aNo NOVo ano novo ANO NOVO ANO NOVO ano novo Ano Novo aNo NOVo ano novo ANO NOVO ANO NOVO ano novo Ano Novo aNo NOVo ano novo ANO NOVO ANO NOVO ano novo Ano Novo aNo NOVo ano novo ANO NOVO ANO NOVO ano novo Ano Novo aNo NOVo ano novo ANO NOVO ANO NOVO ano novo Ano Novo aNo NOVo ano novo ANO NOVO ANO NOVO ano novo Ano Novo aNo NOVo ano novo ANO NOVO ANO NOVO ano novo Ano Novo aNo NOVo ano novo ANO NOVO ANO NOVO ano novo Ano Novo aNo NOVo ano novo ANO NOVO ANO NOVO ano novo Ano Novo aNo NOVo ano novo ANO NOVO ANO NOVO ano novo Ano Novo aNo NOVo ano novo ANO NOVO
ANO NOVO ano novo Ano Novo aNo NOVo ano novo ANO NOVO ANO NOVO ano novo Ano Novo aNo NOVo ano novo ANO NOVO ANO NOVO ano novo Ano Novo aNo NOVo ano novo ANO NOVO ANO NOVO ano novo Ano Novo aNo NOVo ano novo ANO NOVO ANO NOVO ano novo Ano Novo aNo NOVo ano novo ANO NOVO ANO NOVO ano novo Ano Novo aNo NOVo ano novo ANO NOVO ANO NOVO ano novo Ano Novo aNo NOVo ano novo ANO NOVO ANO NOVO ano novo Ano Novo aNo NOVo ano novo ANO NOVO ANO NOVO ano novo Ano Novo aNo NOVo ano novo ANO NOVO ANO NOVO ano novo Ano Novo aNo NOVo ano novo ANO NOVO ANO NOVO ano novo Ano Novo aNo NOVo ano novo ANO NOVO ANO NOVO ano novo Ano Novo aNo NOVo ano novo ANO NOVO ANO NOVO ano novo Ano Novo aNo NOVo ano novo ANO NOVO ANO NOVO ano novo Ano Novo aNo NOVo ano novo ANO NOVO ANO NOVO ano novo Ano Novo aNo NOVo ano novo ANO NOVO ANO NOVO ano novo Ano Novo aNo NOVo ano novo ANO NOVO ANO NOVO ano novo Ano Novo aNo NOVo ano novo ANO NOVO ANO NOVO ano novo Ano Novo aNo NOVo ano novo ANO NOVO ANO NOVO ano novo Ano Novo aNo NOVo ano novo ANO NOVO ANO NOVO ano novo Ano Novo aNo NOVo ano novo ANO NOVO ANO NOVO ano novo Ano Novo aNo NOVo ano novo ANO NOVO ANO NOVO ano novo Ano Novo aNo NOVo ano novo ANO NOVO
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21.11.07
Portugal, Portugal
Ontem assisti ao concerto do Jorge Palma, no Coliseu. Foi-se o mito do Palma abstémio, mas ficou um concerto memorável. O pobre estava afónico, e parece que teve de recorrer a métodos clínicos extremos para ganhar voz. A sala tinha uma iluminação parecida à de um campo de futebol. Não nos sentimos íntimos do cantor, mas sentimo-nos privilegiados – pelo menos nós os quatro, que fomos juntos. O ar de felicidade infantil contemplativo do Coliseu cheiinho, o olhar de pai babado a admirar o filho mais velho na perseguição das passadas paternas, a «Estrela do Mar», o «Bairro do Amor», o «Ai Portugal», o «Encosta-te a mim», a «Casa do Capitão» e etc., e etc., fizeram da noite de dia 20 de Novembro memorável. E tu, claro.
16.11.07
13.11.07
12.11.07
Mind the gap
Às vezes, no melhor dos cenários, que parece encenado para dar espaço a um dia feliz, somos surpreendidos pelo vazio que chega não anunciado, pelo desaparecimento de pessoas importantes nas nossas vidas. E por melhor que corra aquele dia, a felicidade da encenação e da cenografia, pára tudo. Seja em que sítio for, seja como for, e num microsegundo todos os pensamentos, momentos, sentimentos, perdem-se da gravidade e perseguem velozmente a luz, sem norte, sem regra, e a ausência de sentido toma conta de nós. Os músculos perdem a reacção e o guião não contemplava aquele telefonema.
Este sábado, na distância do enredo que naquele momento vivia, recebi um desses telefonemas. O Armando Rafael morreu. Fiquei sem chão, ou terá sido mesmo o chão que ganhou a guerra dos passos e fez de mim cativa? Não se morre sem prelúdio, não se morre aos 45 anos, não se morre assim. Não se morre.
Conheço – aqui reside uma das mais prolongadas dificuldades: a adaptação do tempo verbal ao novo real – o Armando desde os 16 ou 17 anos. Há, havia, cerca de 13. Vi-o sempre da mesma forma, no mesmo registo temperamental, numa acalmia agitada mas serena. Li-o sempre com esse registo prévio de amizade. Aprendi sempre mais alguma coisa sobre um qualquer assunto de uma das nossas conversas, em presença ou num telefonema que deixava uma vez mais adiado um almoço que, de há dois anos a esta parte, não aconteceu.
E foi precisamente num outro telefonema que soube. E não quis saber. Não quero saber. Diz bem a letra da «125 Azul» dos Trovante que «só Deus tem os que mais ama». Mas que espécie de consolo é que isso oferece a alguém? Não quero saber. Acho que aterro em Lisboa, os dias correm, e num deles vou encontrar o Armando nos Paços do Conselho, atarefado, a prometer-me – e eu a prometer-lhe – a combinação do almoço que ficou adiado sine die.
Este sábado, na distância do enredo que naquele momento vivia, recebi um desses telefonemas. O Armando Rafael morreu. Fiquei sem chão, ou terá sido mesmo o chão que ganhou a guerra dos passos e fez de mim cativa? Não se morre sem prelúdio, não se morre aos 45 anos, não se morre assim. Não se morre.
Conheço – aqui reside uma das mais prolongadas dificuldades: a adaptação do tempo verbal ao novo real – o Armando desde os 16 ou 17 anos. Há, havia, cerca de 13. Vi-o sempre da mesma forma, no mesmo registo temperamental, numa acalmia agitada mas serena. Li-o sempre com esse registo prévio de amizade. Aprendi sempre mais alguma coisa sobre um qualquer assunto de uma das nossas conversas, em presença ou num telefonema que deixava uma vez mais adiado um almoço que, de há dois anos a esta parte, não aconteceu.
E foi precisamente num outro telefonema que soube. E não quis saber. Não quero saber. Diz bem a letra da «125 Azul» dos Trovante que «só Deus tem os que mais ama». Mas que espécie de consolo é que isso oferece a alguém? Não quero saber. Acho que aterro em Lisboa, os dias correm, e num deles vou encontrar o Armando nos Paços do Conselho, atarefado, a prometer-me – e eu a prometer-lhe – a combinação do almoço que ficou adiado sine die.
7.11.07
E onde é que "eles" estavam?
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